26.8.08

"somos o mito"

somos todos sísifos sifilíticos
sem ter o que comer
atravancamos em bifurcações
sem ter o que comer
indo ao fim do dia sem critério
repetindo o processo da pedra
sem ter o que comer
criamos amor, criamos guerra
sem ter o que comer
gente de ouro, gente de merda
sem ter o que comer
com a brancura de anjo falso seguimos
o peito quer explodir, as costas vergam
sem ter o que comer
seguimos pálidos para o abatedouro.

Um comentário:

gabriela pires disse...

oi leo,

muito bonito esse poema.