23.7.06

"Rita"


talvez fosse a tarde fria e ensolarada
ou os versos de Guillaume Apollinaire
mas desisti por um minuto da estrada
espera entediada na busca de sentido
só para assistir a tua dança do amor.

que lindos versos te trazem
do assobio do primeiro amor
até o grito feroz da tua carne
passando da origem à sensação
sem dar atenção às palavras?

amado lindo
ame-me para sempre
e deixe que para sempre
comece nesta noite...


era o que o vento soprava da
tua caverna de batom vermelho
para mim naquele café cigano
Montevidéu – talvez
não me lembro bem o ano
acho que era 1946...

naquele tempo fui feliz:
os olhos do teu ventre e
o engano das tuas ondas.
me incomoda um pouco
que a película do mundo
tenha feito do teu doce absurdo
faca doce que mata os homens
todos zumbis ocos de amor
pelo teu mar ruivo de abismos
tu – personificação do desejo.

porque o homem que te ama
o faz também – e principalmente
para poder amar a si mesmo.

2 comentários:

glenn ford disse...

good morning baby.

gilda disse...

ahahahaha... johnny, i hate you so much that it really hurts.