10.6.08

“hálito negro”

por não sermos parecidos
que precisamos nos amar.

parece confuso no início,
muitas vezes é até o fim.

não é sempre que as gargantas
gritam corra para o mesmo lado.

é necessário portanto um pouco,
ao menos o mínimo de fantasia,
entre os restos da nossa espécie,
entre lixo do bem e lixo do mal,

brotar vida de cada vinco em chamas.

amar é preciso e, amando, dizer adeus.
retomar o tombo, a constante ruptura
que mantém o movimento da tragédia.

2 comentários:

cristiano fagundes disse...

Leo e a montanha-roleta russa...

E nesse movimento trágico minha semana começa!

Abs.

Anônimo disse...

em algum lugar sempre fica um pedaço do que foi bom... apesar de tudo... ou do nada... eu sempre volto e voltarei para ler você e todas as coisas incríveis que escreve. sempre.