21.12.06

“condenação de um solitário”

por que será que quando vêem uma pessoa sozinha, as outras pessoas, em grupo, tendem a achar que ela precisa de ajuda? os solitário normalmente são vistos como se olha para um sujeito com mau-hálito. é alguém que passa e deixa um rastro de putrefação. são confundidos freqüentemente com bichas enrustidas, maníacos depravados, loucos sem solução, casos perdidos da medicina e das teorias pré-colombianas, isso porque seu silêncio é atroz, sua distância assassina quem teme a escuridão. os solitários são as vírgulas nas frases do mundo. e para isso não há perdão. a guilhotina diária há de revogar nossos capuzes empapados de segredos.

2 comentários:

dani disse...

nenhum deles de qualquer forma enxergam muito bem essa tal realidade. confusão sobre a mais confusa idéia de quem poderia estar num vago ponto de encontro entre o nenhum e a guilhotina. qual solidão se redime em solidão? hoje guilhotina das belas. ainda assim guilhotina. e ontem e ontem e ontem.

leonardo marona disse...

revogar não é redimir. a solidão é imperdoável, considerado nas rodas de chá e desespero tranquilo em muitas palavras desnecessárias um ato de arrogância profunda e ascetismo voyerista - vigarista. entretanto, muitos solitários podem ser vistos como vultos, em multidões uniformizadas, cultivando gânglios de desconforto no pescoço traído. se a guilhotina for algo inevitável, que a cabeça reste de olhos abertos.

dani muitas consoantes e poucas vogais? imagino que sim...