2.11.09

"filho"

o primeiro amor morreu.
por enquanto não temos
nenhum outro disponível,
mas, veja por este lado,
temos um campo submerso
de possibilidades débeis,
até mesmo os raríssimos
segundo, terceiro amor.
amor agonizante é pecado.
dar-lhe, portanto, um tiro
na cabeça – e só a morte
da carne entorpecida trará
de volta à pele os poros,
por onde suar novas regras.
e o que chamam paixão nua
pode ser você e eu, avante,
de novo dois desconhecidos,
dando a mão para atravessar
a grande rua difícil, sem ver
que o mais por debaixo fica,
leite para os sedentos lábios
da primeira morte madalena.

10 comentários:

Anônimo disse...

O poeta e o cangaceiro

No meu exílio, (a ilha da certa escolha)
Sumiram os “amigos”.
E,se não fosse por um,
Talvez nem existissem mais.
Mas, era verdade,
O poeta estava lá,
Só,
Uma multidão.
Quanto ao resto. . .
Apenas são cúmplices da escuridão,
No dia mal não tiveram a coragem de aparecer.
Agora,
Inúteis,
Saúdam na hora vã,
Tentam dissimuladamente escapar intactos
Àquele olhar. . .
Nem sentem vergonha à sombra da atitude do cangaceiro.
Suportei tudo e venci como um homem.
O espelho impiedoso,
O mastigador de crânios

"Cicero"

Anônimo disse...

Jubilosos poetas contemporâneos

Me diga
O q faz derrepente todos gostarem de poesia?
Não seria uma espécie de absolvição?
Não seria a esperança de que ainda lhes reste coração?
Irmãos,ora irmãos. . .
Vos fazeis poetas?
Me faço o”padre”.
Lhes darei absolvição. . .
Senhor deus dos oprimidos ,
Estamos todos onde estás. . .
São poetas, são sisudos, são eloqüentes,
Mas, deus cá pra nós,temos gente doente aqui.
Vejo mutações poéticas Dalinianas em certos espectros dos meus caros concidadãos.
Com certeza vejo vampiros, com seus dentões. . .
Dinossauros grandiosos com seus portes inocultáveis. .

"cicero"

Anônimo disse...

Buraco negro colorido

Há uma parte nessa vida
Q é morte mal parida
Casual,
Inexata,
Obscura,
Infinita. . .
Paralela a mentira da verdade Arida do final ao começo do ócio da lida q ao nada espalha os ventos de certezas ambíguas de sentidos perdidos no clarão da descida da escada humana da asa partida do excesso do vácuo e de explicativas.
Uma criança caduca
Em letras repetitivas...
Apenas signos...
Sem moral filosófica,
Apenas narrativa,
De um ponto caótico
De final ou partida.
Um diadema simbólico:
---- a santa bandida.
Sendo ou não,
Nada importa.
Escolha um alvo
Ou esqueça de si.

Cicero

Anônimo disse...

A violência é o efeito.
Estamos em uma época de tamanha hipocrisia, q não aceitamos o que realmente vemos.
Seguimos uma mentira social,
Q já sacamos de ante-pé
q nos sufocará também.
Mais cedo ou. . .
É só questão de tempo pra porra chegar aqui.
Contudo é mais “natural”pensar assim.
Naturalmente somos imorais.
A mentira de uma época, com seus heróis medíocres,sua decadência e
Seus crimes mais hediondos e hereditáveis,
Com seus porões cheios de negros famigeradamente perigosos por estarem “famintos”.
“a fome ensina a roubar “
e, é o mais eficiente estopim.
Contrate cum urgência (parlamentar)
Pedreiros,
Milhões deles. . .
Aí,
Comece pelos cárceres,
Não pelas casas populares.


"Cicero"

Anônimo disse...

Então como pode um grupo alienado ,com renda acima dos 95% dos nossos, ser nossa voz?
Uma minoria escrevendo história? já conheço esse estória...
Minha renda é de uma vaca na europa. Esse pessoal não me conhece.
E abaixo de mim,(em renda), tem todo em estuário de cultura popular e gente da terra,gente sem renda ,sem moldura...
Escrevem sua própria mentira em seu alpinismo de grupos...
Mas, não representam nem tem a linguagem do povo.estão dentro dos carros e dentro dos cargos;enquanto o povo sobrevive.
A minha professora ganhava menos de um salário mínimo;amava o que fazia.e fez muito bem o seu trabalho de educadora. Cada um dos seus alunos tinha seu próprio rosto; bem diferente dos alunos que vejo em universidade hoje.
basta olhar alguns de perto pra ver o que o seu mestre anda fazendo...
São apenas tijolos no muro .


"Cicero"

Anônimo disse...

Um aviso:
Não vai ter emprego pra todos...
E o que são alem de candidatos a emprego, com um papel dourado embaixo do braço?
Pelo menos tem um bom lugar na cadeia...
Quero alunos como Glauber Rocha,Raul seixas ; mas, isto está a cada dia mais longe...
Nenhum antropólogo desenhou em cavernas...
Principalmente sem um “projeto” que lhe dê grana.
Nem todos estão nessa cegueira;
a merda e que essa semana um militar me perguntou:
-é pra isso que deve ser liberada a maconha? era esse o país que tu querias?
Ta aí a esquerda que te usou!...
Quem pode tira-los daí?????

"Cicero"

Anônimo disse...

Inocênte

estou morrendo de medo aqui
tem uma barata do tamanho de um dragão
se sentindo em um parque de diversão
por que ela já rodou a casa toda, e não decide onde fica!

joão pedro disse...

muito legal leo.
muito bom mesmo esse.
parabéns.

Moniquinha disse...

Bravo Leo!!! Impressionante como você consegue traduzir a morte da paixão , a emoção do querer, do sofrer, do quase morrer de amar, em palavras tão belas e tão cheias de coragem. Sorte da(s) mulheres que tenham passado pela vida e tenham se transformado em palavras para seus deliciosos devaneios. Suas poesias são majestosas... maravilhosas.. Parabéns!!!

peixe disse...

a primeira vez em que li o poema não entendi absolutamente nada.

vim ler os comentários, parece que todo mundo entendeu, aliás gostei do comentário da barata.

li o poema por uma segunda vez e daí entendi o que não havia entendido. ao ler a primeira frase, "o primeiro amor morreu." me desconectei do texto, saí, pulei fora, e as próximas linhas soaram somente como mecânica dentro do meu pequeno cérebro, quer dizer coração (mas este não é pequeno é grande, se bem que às vezes pode ser pequeno). e me pergunto, por que me desconectei? porque não quero saber de morte de amores, não, não, não. diga sobre a ressureição deles, por favor, depois disso virei ler o poema inteiro.

beijos do seu peixe, fora da água, imersa num mundo de agonia, álcool e a impossibilidade - atual - de matar amor.