roubando castanhas
de um pote vulgar
no que amanhecem
morangos na toalha
em dadaísmo tardio.
e o pano sujo
do fim da festa
lembra a frase
daquela música
e um pouco mais,
além e para o lado
misterioso do nosso
conhecimento. é tarde.
“baby, nossa relação
acaba assim, assim...
conte para as amigas”
aquelas simpáticas,
aquelas prestativas,
aquelas ordinárias...
“conte para as amigas
que tudo, tudo foi mal”
conte que no vão
dos novos sentimentos
pousa a escuridão
como enxame violento
sobre o couro das horas.
talvez que antes
de sepultada a beleza
estivesse num sorriso
rasgado de silêncios.
novas palavras,
como gárgulas,
salivando rosas.
Que lindo...
ResponderExcluirDeu saudades de você...
Beijos indizíveis,
Carole.
você é bom nessa de amor líquido em prosa e poesia
ResponderExcluiramo você, beijo
ResponderExcluirCoração corsário de tantos e tantos confetes desperdiçados em panos noturnos... Maravilha, a filosofia de Zé Ramalho!
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